Racha de Ratinho Júnior é visto como estratégia para voltar ao Governo em 2030
O racha no PSD do governador Ratinho Júnior, com as pré-candidaturas de Guto Silva (secretário das Cidades) e Alexandre Curi (presidente da Assembleia), é vista por aliados próximos e analistas políticos como uma possível estratégia para o retorno ao Governo em 2030.
O método PSD seria Ratinho Jr. disputar o Senado, orbitando entre as duas candidaturas: Guto e Curi, garantindo espaço para os adversários chegarem ao segundo turno e vencerem a eleição – o senador Sérgio Moro (União) e o deputado estadual Requião Filho (PDT).
Ratinho Jr. prevê um mal mandato para o seu sucessor, principalmente se for Moro e o Presidente Lula reeleito, facilitando o retorno ao Palácio Iguaçu em 2030.
Em Ponta Grossa o PSD de Ratinho Jr., Marcelo Rangel (deputado e ex-prefeito) e Sandro Alex (secretário de Infraestrutura), fizeram a mesma aposta contra a prefeita Elizabeth Schmidt (União) e perderam a eleição.
O governador deve passar por um inferno astral neste início de ano. Tudo indica que Ratinho Jr. já escolheu Guto Silva como candidato do PSD, mas vai tentar ‘cozinhar o galo’ para anunciar somente após o Carnaval.
Neste final de semana, o governador Ratinho Jr. desfilou ao lado de Guto, o vice Darci Piana e o secretário do Turismo, Leonaldo Paranhos, pelas estruturas do Governo do Estado no Litoral. Guto também vistoriou as obras da Ponte de Guaratuba ao lado de Sandro Alex e esteve com o seu irmão, Marcelo Rangel. Curi foi visto com o presidente do Detran, Santin Roveda.
Moro observa e Requião parte para o ataque. Independente da estratégia, os dois dão o tom da eleição. Guto e Curi são desconhecidos da grande maioria da população paranaense e dependem do apoio de Ratinho Jr. para ganhar maior projeção.